domingo, 21 de dezembro de 2014

Pedro, o cão de guarda

"Na quarta e última semana do advento acendem-se as velas azul, vela verde,vela amarela e vela vermelha.

A luz se torna mais intensa, com a proximidade do nascimento de Jesus, é o Natal, a festa da luz! Então são colocados Maria, José e os pastores, simbolizando as figuras humanas e no dia de Natal, o menino Jesus é colocado na manjedoura. Tudo isso representa o Reino Humano e sua ligação com o mundo espiritual (elemento fogo).

A colocação de todos esses elementos requer uma atitude de veneração por parte do adulto que acompanha as crianças na montagem do Presépio.

Essa atitude será percebida pela
s crianças e trará calor e alegria a seus pequeninos corações."  texto de S. Azevedo

                                                                             historia de hoje é:                                                  
Pedro, o Cão- de- Guarda
            E outra vez Maria e José haviam procurado em vão um abrigo para a noite, no seu caminho a Belém, e já acreditavam ter que passar a noite ao ar livre. José então viu no lusco-fusco, uma casinha sem luz, lá longe.
                Chegando mais perto, perceberam que não era moradia de humanos, mas um aprisco para ovelhas. De qualquer forma, teriam um telhado sobre suas cabeças e um pouco de calor.
                Só não haviam contado com Pedro, que era o cão de guarda.
                Durante o dia, ele ajudava a levar as ovelhas ao pasto, de noite porém, ele cuidava do aprisco para que ladrão nenhum se acercasse das ovelhas. Quando Pedro percebeu que pessoas estavam chegando, pulou, arrastou a pesada corrente com a qual estava amarrado e latiu ameaçadoramente:
                - Au, au, cuidem-se! Aqui terão que prestar contas comigo! Não cheguem muito perto!
                José, quando ouviu aqueles latidos ferozes, deu de ombros e deu a volta.
                - Não podemos fazer nada, Maria, com esse guarda será ainda mais difícil ainda do que lidar com humanos de coração duro.
                Maria parou, e ficou ouvindo os latidos de Pedro, que demonstravam como estava satisfeito em manter afastados aqueles humanos. Mas depois, Maria disse:
                - José, vamos pelo menos tentar! As noites estão tão frias, que não conseguiremos dormir, sem ter um telhado sobre nossas cabeças.
                E dizendo isso, continuou andando tranquilamente em direção ao aprisco.
                Pedro, então, ficou fora de si de raiva. Latia e pulava, preso à corrente, em direção à Mãe de Deus. Mas, antes que José pudesse intervir com seu cajado, aconteceu algo inesperado. Como se obedecesse a uma ordem inaudível, Pedro parou de latir, ficou parado e olhou para Maria, que havia chegado ao seu alcance e, de repente começou a abanar o rabo, para lá e para cá, para cá e para lá. E o grande cão- de- guarda, saltitou como um cabrito para perto de Maria e deitou-se de costas, com as patas para o ar. Maria inclinou-se para afagar-lhe a barriga. Pedro deu mais uma rosnada quando José se aproximou, mas mão carinhosa de Maria, logo o tranqüilizou.
                - Olhe só como está este “rapaz”- puxou a corrente e disse  a José – o pescoço está todo ferido.
                E seus dedos passaram suavemente nas feridas e Pedro nem se moveu.
                Mais tarde, o cachorro desejou ardentemente poder entrar no aprisco e ficar bem perto de Maria, mas como não era possível, deitou-se bem pertinho da porta e seu pequeno coração pulava de alegria, pois essa noite iria guardar também a Mãe de Deus.
                No dia seguinte, bem cedinho chegou o pastor, para ver como estavam as ovelhas. De longe viu porém, uma cena admirável. A porta do aprisco abriu-se e um homem e uma mulher, seguidos por um burrinho, saíram de lá. E Pedro, o feroz cão- de- guarda, saltou de encontro a eles, abanando o rabo e lambeu a mão da mulher. Enquanto isso, as ovelhas baliam como se alguém que conhecessem e gostassem muito, estivesse com elas.
                O pastor ficou observando tudo aquilo, como se estivesse sonhando, e somente depois que Maria e José haviam partido, acordou de seus pensamentos.
                - Ei, Pedro! – disse ao cão – quem foram seus hóspedes?
                Ah! Se ele apenas entendesse a língua dos cães! Pedro lhe teria contado com certeza quem passara a noite no estábulo.

                Quando o pastor se inclinou para o cachorro, viu que as horríveis feridas no pescoço de Pedro haviam sarado durante aquela noite. E ficou mais admirado ainda!

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