domingo, 24 de maio de 2015

A Menina e o Pássaro Encantado

 “Há vários estágios na nossa vida:
 Estágio da Semente ( ‘mundo profano’)  acreditamos em doces ou amargas ilusões.
 Estágio da Muda   (‘mundo dos ‘iniciados’) saímos das doces ilusões e reconhecemos amargas verdades’
 Estágio da Flor (‘mundo dos iluminados’) podemos experimentar doces verdades
Tem uma história  do Rubem Alves que fala disso,  ela é própria para criar  uma  espécie de esperança e beleza nisso tudo.  Peço licença a ilustradora do livro, Bianca,  pois fotografei as paginas  dessa beleza, e é assim que a contarei.
Na introdução do livro ele diz:
Esta é uma estória sobre a separação: quando duas pessoas que se amam têm que dizer adeus...
Depois do adeus fica aquele vazio imenso: saudade.
Tudo se enche com a presença de uma ausência.
Ah!  Como seria bom se não houvesse despedidas...
Alguns chegam a pensar em trancar em gaiolas aqueles a quem amam.
Para que sejam deles, para sempre...
Poucos sabem, entretanto, que é a saudade que torna encantada as pessoas. A saudade faz crescer o desejo. E quando o desejo cresce, preparam-se os abraços.
Esta estória, eu não inventei.
Fiquei triste vendo a tristeza de uma criança que chorava uma despedida... E a estória simplesmente apareceu dentro de mim, quase pronta.
Pra que uma estória?
Quem não compreende pensa que é para divertir.
Mas não és isto.
É que elas têm o poder de transfigurar o cotidiano.
Elas chamam as angustias pelos seus nomes e dizem o medo em canções.
Com isso, angústias e medos ficam mais mansos.
Claro que são para crianças.
Especialmente aquelas que moram dentro de nós, e tem medo da solidão...

                                                                                                           Rubem Alves























Esse reencontro pode ser possivel ou nao, mas podemos ir em frente com gratidão
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sábado, 23 de maio de 2015

Contador (a) de Histórias

        Essa foi minha carta  no final  num retiro que mencionei no post as-arvores-e-profecia-celestina . Senti que essa deveria ser mais uma cena, das minhas historias e as do mundo e como diria  minha mestra em contação de História Luciana Fernandes Ribeiro, " na casa onde se conta uma historias se acende uma luz!" Entao amanha conto uma historia e  que se ilumine o mundo.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A vida e o Sal

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água. Enquanto a água escorria pelo queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não - disse o jovem.
O Mestre então se sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo, para tornar-se um lago.  
                                                                  
fonte: Para ser Zen