quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Contos de Natal: O Estalajadeiro de Deus

                Titus estava triste! Durante o dia todo não soubera o que fazer e parecia que no meio dos adultos estava sempre atrapalhando. E ele só queria ajudar! Mas eles sempre o mandavam embora.
                - Vá brincar! – diziam e Titus não queria brincar.
                O pequeno Titus era u menino de seis anos que morava com seu tio, o grande Titus, na cidade de Belém, onde este tinha um albergue chamado “Ao Bom Descanso”.
                O pequeno Titus admirava o grande Titus como ninguém. Mais tarde, quando fosse grande, ele também seria um estalajadeiro e daria hospedagem às pessoas que viessem de longe para que se sentissem tão bem como no albergue “Ao Bom Descanso”.
                O grande Titus sabia conversar com todos. Sempre encontrava uma solução para todos os problemas e os hóspedes ficavam satisfeitos com ele e seus alojamentos. Nunca o grande Titus ficava bravo. Se alguém pedisse algo especial, esforçava-se ao máximo para atender os seus pedidos. Bem cedo, antes que qualquer outro acordasse, o estalajadeiro já estava de pé, punha água no fogo, alimentava os animais e preparava o café da manhã. E a noite, quando as luzes já estavam apagadas e a casa silenciosa, ele trancava as portas do albergue e era o último a ir para a cama.
                O pequeno Titus já havia ouvido muito sobre seu tio, falavam bem dele, todos o elogiavam. Assim, o pequeno Titus queria ser um dia como o Grande Titus. Por isso ele ajudava onde podia : na casa, no pátio, na cozinha, levava recados. Havia muitas coisas que um menino podia fazer lá!
                Só que em certos dias parecia impossível ajudar. Como agora que havia tanto a fazer! Pois nunca Belém recebera tantos hóspedes para alojar. De todas as regiões de Israel chegavam pessoas para  o recenseamento. E aqueles que chegavam, necessitavam de alojamento e alimentação pelo menos por alguns dias. Mas sempre  que havia muito o que fazer, e o pequeno Titus queria ajudar, diziam que estava atrapalhando, que era somente uma pequena criança. E ninguém tinha tempo para ele.
                - Vá brincar! – dizia-lhe Titus Grande, encontrando-o a descer as escadas, levando nos braços montes de lençóis brancos lavados.
                - Vá brincar! – pedia Tia Ruth entre grandes nuvens de vapor da comida que estava preparando para inúmeros hóspedes.
                - Vá brincar! – dizia até mesmo o velho Daniel, que cuidava de sete cavalos no pátio.
                Mas Titus não queria brincar, ele queria ser estalajadeiro, ele também queria preparar os quartos, queria ser útil!
                Quando o menino percebeu que os adultos naquele dia não queriam saber dele, correu para esconder-se, chateado, no estábulo. Remus, o boi, não iria expusá-lo. Outras vezes Titus já o havia procurado para queixar-se, quando estava triste. Só que dessa vez seu coração parecia estar mais pesado do que nunca. E Titus chorava.
                Mas no estábulo, esqueceu seu sofrimento rapidamente, pois o que ali viu era tão surpreendente que ele simplesmente, esqueceu a tristeza.
                Como vocês sabem, um estábulo não é muito especial, menos ainda se for um simples portão de tábuas na frente de uma caverna na rocha, na qual cabem um boi, sua manjedoura e alguns feixes de palha e capim.
                Mas imaginem se de repente, surgem aí dentro três figuras com brilhantes vestes, com grandes asas de luz, movendo-se silenciosamente... em poucas palavras, se de repente surgem nesse estábulo três Anjos Divinos, quem não esqueceria todas as suas tristezas ao vê-los?
                O pequeno Titus fechou rapidamente o portão como se temesse que os Anjos luzidios desaparecessem com a claridade do dia. E ali ficou olhando e olhando, sem se cansar de olhar.
                Será que os Anjos o perceberam? Mas eles não interromperam sua dança celestial. Flutuavam em volta da miserável manjedoura, acariciavam a madeira áspera com suas mãos finas e parecia que tentavam alisar a palha com movimentos suaves. Cantavam sem parar e Titus, que ali de pé, a tudo via e ouvia, compreendeu logo porque aquelas aparições celestiais haviam vindo ao estábulo e o que elas preparavam!
                Oh! Os anjos cantavam que o Filho de Deus nasceria na Terra, naquele dia e isso aconteceria ali, no estábulo, naquela manjedoura. Estava próxima a hora em que esse milagre aconteceria. Os Anjos cantavam no estábulo enquanto suas mãos de luz tentavam preparar o lugar para o nascimento, alisando a madeira, amaciando a palha. Mas a madeira era dura e a palha seca demais, para que mãos de Anjo pudessem transformá-las.
                Incansavelmente trabalhavam os Anjos para preparar o abrigo para seu Senhor, mas o material duro e áspero resistia a seus esforços.
                Então, o pequeno Titus deu um passo a frente. Tomou coragem e com o coração batendo forte, disse:
                - Meus senhores! Deixem que eu faça esse trabalho! Vou preparar ao Menino Deus um lugar em que possa ter um bom descanso. Eu conheço esse trabalho, pois o grande Titus, o melhor estalajadeiro da região, é meu tio.
                Os três anjos então olharam para Titus com olhos que pareciam estrelas. E disseram:
                - Nós lhe agradecemos, Titus, você  será a estalajadeiro que receberá o Nosso Senhor!
                O pequeno Titus não hesitou nem mais um minuto. Correu para o pátio, onde Daniel ainda estava ocupado com os cavalos, pegou a vassoura e correu de volta ao estábulo sem responder às perguntas.
                Varreu a palha velha e Remus, o velho boi que normalmente nem gostava de se mexer, deixou-se facilmente convencer a ceder o lugar. Depois de juntar a palha, Titus levou-a a um canto do pátio onde juntavam o lixo e mesmo tendo muita pressa ele prestou atenção para não perder nenhuma haste sequer pelo caminho. O chão do estábulo estava esburacado, mas depois que Titus abriu um feixe de palha e espalhou-o, não se via mais os buracos. Encheu a manjedoura com capim fresco.
                - Por favor – dizia ele a Remus – não coma tudo! Isso deverá ser a cama para o Filho de Deus e se você comer o capim, Ele terá que deitar-se em tábuas duras. Nós queremos ser o albergue “Ao Bom Descanso”, não é?
                Mas a advertência era desnecessária, pois Remus havia visto os vultos luminosos e compreendera a seu modo, que algo especial estava para acontecer.
                O pequeno Titus estava molhado de suor, quando o estábulo ficou arrumadinho: a palha e o capim num canto, a manjedoura pertinho da janela, para que a luz do dia pudesse iluminá-la, e um banquinho velho ao lado, para os pais da Criança.
                Remus respirava profundamente para aquecer o estábulo. Assim estavam os dois ocupados, cada um a seu modo, quando ouviram vozes no pátio. Ouviram como o Grande Titus estava meio zangado, diferente do seu modo de ser. Dizia:
                - Mas eu vos digo, bom homem, que todos os quartos estão cheios! Até na sala e nas despensas há pessoas dormindo. Não tenho lugar para vós!
                Depois, Titus e Remus ouviram uma mulher soluçando baixinho. Esse choro lembrou a Titus o canto dos Três anjos.
                - Eles chegaram!- disse a Remus e correu até o pátio onde estava o tio e explicou:
                - Tio Titus, há ainda um lugar. Eu já o preparei para que a Criança possa dormir bem.
                Titus olhou para seu sobrinho e depois para aquelas pobres pessoas, uma jovem mulher envolta num manto azul de capuz e um homem velho que levava um burrinho puxado por uma corda. Coçou sua cabeça e murmurou:
                - Está bem, venham, talvez eu possa ajudar.
                E como ficou surpreso ao entrar no estábulo tão limpo e arrumado!
                -Mas quem fez isso? – perguntou.
                - Eu – disse o pequeno Titus, orgulhosamente – pois somos o albergue “Ao Bom Descanso” e não podemos deixar as pessoas na rua!
                O Grande Titus achou muito estranho. Como é que o menino soubera da vinda daquele pobre casal? Mas deixando as perguntas de lado, os fez entrar, arrumou a palha na manjedoura como costumava ajeitar os cobertores nas camas e desejou uma boa noite.
                Maria e José, pois eram eles a jovem mulher e o homem velho, agradeceram ao estalajadeiro sua gentileza e aliviados sentaram-se no pequeno banco ao lado da manjedoura. O pequeno Titus hesitou ao sair do estábulo, pois agora estava tudo preparado, não precisavam mais dele, mesmo assim era difícil sair dali. Ao fechar a porta devagarinho, ouviu a jovem mulher chamá-lo.
                -Menino – disse Maria – queremos agradecer-te também em nome do nosso filho, que nascerá esta noite. Não sei o teu nome, mas para nós serás sempre o estalajadeiro de Deus, pois foste tu que deste abrigo à Criança Divina.- E José inclinou a cabeça confirmando as palavras de Maria.
                À noite o pequeno Titus não conseguiu adormecer, sempre pensava no Anjos no estábulo aos quais ajudara e em Maria que o chamara de “estalajadeiro de Deus”. Ele sempre quisera ser um estalajadeiro e agora era um. No seu albergue “Ao Bom Descanso”, a Criança iria nascer, a Criança Divina. Na manjedoura que ele arrumara, a Criança teria uma cama macia e quentinha para dormir e amanhã cedo ele iria para vê-la...

                Finalmente Titus adormeceu. E isso porque em volta de sua cama, os três Anjos de Luz cantavam lindamente. Mas o que Titus sonhou nesta Noite Santa, nem é preciso lhes contar, porque foi o sonho que todas as pessoas sonham desde aquele dia, quando dormem na noite de Natal.
 Georg Dreissig

domingo, 21 de dezembro de 2014

Pedro, o cão de guarda

"Na quarta e última semana do advento acendem-se as velas azul, vela verde,vela amarela e vela vermelha.

A luz se torna mais intensa, com a proximidade do nascimento de Jesus, é o Natal, a festa da luz! Então são colocados Maria, José e os pastores, simbolizando as figuras humanas e no dia de Natal, o menino Jesus é colocado na manjedoura. Tudo isso representa o Reino Humano e sua ligação com o mundo espiritual (elemento fogo).

A colocação de todos esses elementos requer uma atitude de veneração por parte do adulto que acompanha as crianças na montagem do Presépio.

Essa atitude será percebida pela
s crianças e trará calor e alegria a seus pequeninos corações."  texto de S. Azevedo

                                                                             historia de hoje é:                                                  
Pedro, o Cão- de- Guarda
            E outra vez Maria e José haviam procurado em vão um abrigo para a noite, no seu caminho a Belém, e já acreditavam ter que passar a noite ao ar livre. José então viu no lusco-fusco, uma casinha sem luz, lá longe.
                Chegando mais perto, perceberam que não era moradia de humanos, mas um aprisco para ovelhas. De qualquer forma, teriam um telhado sobre suas cabeças e um pouco de calor.
                Só não haviam contado com Pedro, que era o cão de guarda.
                Durante o dia, ele ajudava a levar as ovelhas ao pasto, de noite porém, ele cuidava do aprisco para que ladrão nenhum se acercasse das ovelhas. Quando Pedro percebeu que pessoas estavam chegando, pulou, arrastou a pesada corrente com a qual estava amarrado e latiu ameaçadoramente:
                - Au, au, cuidem-se! Aqui terão que prestar contas comigo! Não cheguem muito perto!
                José, quando ouviu aqueles latidos ferozes, deu de ombros e deu a volta.
                - Não podemos fazer nada, Maria, com esse guarda será ainda mais difícil ainda do que lidar com humanos de coração duro.
                Maria parou, e ficou ouvindo os latidos de Pedro, que demonstravam como estava satisfeito em manter afastados aqueles humanos. Mas depois, Maria disse:
                - José, vamos pelo menos tentar! As noites estão tão frias, que não conseguiremos dormir, sem ter um telhado sobre nossas cabeças.
                E dizendo isso, continuou andando tranquilamente em direção ao aprisco.
                Pedro, então, ficou fora de si de raiva. Latia e pulava, preso à corrente, em direção à Mãe de Deus. Mas, antes que José pudesse intervir com seu cajado, aconteceu algo inesperado. Como se obedecesse a uma ordem inaudível, Pedro parou de latir, ficou parado e olhou para Maria, que havia chegado ao seu alcance e, de repente começou a abanar o rabo, para lá e para cá, para cá e para lá. E o grande cão- de- guarda, saltitou como um cabrito para perto de Maria e deitou-se de costas, com as patas para o ar. Maria inclinou-se para afagar-lhe a barriga. Pedro deu mais uma rosnada quando José se aproximou, mas mão carinhosa de Maria, logo o tranqüilizou.
                - Olhe só como está este “rapaz”- puxou a corrente e disse  a José – o pescoço está todo ferido.
                E seus dedos passaram suavemente nas feridas e Pedro nem se moveu.
                Mais tarde, o cachorro desejou ardentemente poder entrar no aprisco e ficar bem perto de Maria, mas como não era possível, deitou-se bem pertinho da porta e seu pequeno coração pulava de alegria, pois essa noite iria guardar também a Mãe de Deus.
                No dia seguinte, bem cedinho chegou o pastor, para ver como estavam as ovelhas. De longe viu porém, uma cena admirável. A porta do aprisco abriu-se e um homem e uma mulher, seguidos por um burrinho, saíram de lá. E Pedro, o feroz cão- de- guarda, saltou de encontro a eles, abanando o rabo e lambeu a mão da mulher. Enquanto isso, as ovelhas baliam como se alguém que conhecessem e gostassem muito, estivesse com elas.
                O pastor ficou observando tudo aquilo, como se estivesse sonhando, e somente depois que Maria e José haviam partido, acordou de seus pensamentos.
                - Ei, Pedro! – disse ao cão – quem foram seus hóspedes?
                Ah! Se ele apenas entendesse a língua dos cães! Pedro lhe teria contado com certeza quem passara a noite no estábulo.

                Quando o pastor se inclinou para o cachorro, viu que as horríveis feridas no pescoço de Pedro haviam sarado durante aquela noite. E ficou mais admirado ainda!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O segredo das Rosas

"Na terceira semana do advento acendem-se as velas azul, vela verde e a vela amarela. Colocam-se os animais no prespeio representando o mundo animal e sua ligação com o mundo anímico (elemento ar)."
a historia de hoje é:
Segredo das Rosas
Como a mãe de Deus tinha ficado contente com o perfume das rosas, que haviam brotado dos arbustos espinhentos! Ela logo havia recolhido um ramalhete e carregava-o nos braços, debaixo do seu manto. As rosas continuavam vivas e conservavam seu delicioso aroma para Maria.
Maria e José encontraram então, passando perto de Jerusalém, três soldados romanos. Estes se comportavam como se fossem os donos do mundo e gritaram lá de longe:
- Abram alas para o exército romano!
O burrinho, que saltitava inocentemente em sua direção, levou um empurrão tão forte do soldado mais bruto, que assustado deu um pulo para o lado. Maria e José haviam ido para o lado, pois mesmo que houvesse lugar para todos na rua, eles não queriam dar motivo para briga. Mas era exatamente isso que o soldado bruto queria. Quando viu Maria tão humilde, com seu manto cobrindo as rosas , ele se acercou dela e gritou, rindo na cara:
- Eh, pombinha, que escondes aí? Deixe ver se não é algo útil para nós!
Mas ele mal havia esticado a mão para agarrar as rosas, retirou-a rapidamente xingando. A mão estava arranhada e sangrando.
- Mas o que carregas aí?- resmungou com raiva o soldado.
E Maria abriu seu manto e lhe mostrou o ramalhete: somente com galhos cheios de espinhos! Antes que o soldado se recuperasse do seu assombro, seus camaradas se acercaram dele e um deles disse:
- Deixe estar, Varus. Não sabemos qual o sofrimento dessa mulher, para que se adorne com espinhos.
O outro, que já se havia arrependido de ter começado uma briga com pessoas tão pobres, seguiu silenciosamente seu caminho, atrás dos companheiros.
Maria olhou então para os espinhos. Deus e seu orvalho misericordioso não haviam transformado os espinhos nas mais lindas rosas? Onde estavam as flores agora? Havia acabado tudo? José, percebendo sua tristeza, pôs sua mão carinhosamente no seu braço e disse, querendo consolá-la:
- Fique contente pois elas floresceram tanto tempo para ti, Maria!- e jogue esses galhos secos fora.
Mas Maria sacudiu a cabeça.
- Eu conheci o segredo das rosas. Como poderia agora deixá-los jogados na beira do caminho?
E com muito cuidado envolveu os pobres galhos dentro do seu manto. No seu coração ressoavam ainda as palavras do soldado romano: “Não sabemos qual o sofrimento dessa mulher, para que se adorne com espinhos.”
Que as pessoas pensassem o que quisessem; esses espinhos já haviam florescido uma vez. E ela iria desprezá-los agora que estavam tão feios?
De repente, Maria sentiu aquele perfume suave, que as rosas havia exalado por tanto tempo para ela. Quando olhou com cuidado, debaixo do seu manto, os galhos floresciam novamente em todo seu esplendor.

E essas rosas floresceram para Maria até o momento em que ela deu à luz a Criança Divina no estábulo em Belém.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Nascer

Comprei alguns bulbos de trevo da sorte, o único que floresceu foi o plantado em um barril que rachou e acabou virando vaso.


 

O caminho de pedras para Belem

Como prometido, voltaria semanalmente com cada cor do advento. Nesta  segunda semana acendem-se a vela azul e a vela verde. São colocadas plantas, troncos, musgos e água para o presépio, representando o mundo vegetal e sua ligação com o mundo etérico (elemento água). para enteder melhor essa proposta ler o post anterior http://www.recortandoascenasdavida.blogspot.com.br/2014/11/os-quatro-anjos-do-advento.html
e a história de hoje:
O Caminho de Pedras para Belém
                Maria e José estavam a caminho de Belém. O burrinho saltitava alegremente na frente deles. José estava acostumado a caminhar e tinha um bom cajado; assim, dava passos largos e firmes.
                Maria, a querida mãe, esforçava-se ao máximo para manter-se na mesma velocidade dele. Mas seus delicados pés batiam volta e meia nas pedras escuras e pontudas do caminho. Mesmo que ela cerrasse os dentes para que não percebessem suas dores, uma lágrima que não conseguiu segurar,  saltou de seus olhos. O burrinho não percebeu nada e José também não, pois estava muito ocupado em manter-se no caminho certo. O Anjo, porém, que os acompanhava na sua caminhada, percebeu que Maria chorava. Inclinou-se para ela e perguntou:
                - Maria, querida serva do Senhor, por que choras? Estás no caminho para Belém, onde irá nascer a Criança Divina. Isso não te faz ficar feliz?
                Maria respondeu:
                - Estou muito feliz em poder dar à luz a Criança e também não quero lamentar-me. Mas as pedras escuras e pontudas batem e machucam meus pés de tal forma, que me fica cada vez mais difícil andar.
                Quando o anjo ouviu isto, pousou o seu olhar celestial nas pedras e vejam: sob aquele olhar brilhante, as pedras transformaram-se. Arredondaram suas pontas, tomaram cores e algumas, ficaram até transparentes como vidro, faiscando na luz que emanava do Anjo.
                Maria, então pode caminhar com segurança naquela estrada cintilante, e nenhuma dor lhe dificultou mais o seu caminho para Belém.





domingo, 30 de novembro de 2014

Os quatro anjos do Advento

Na pressa da nossa sociedade consumista, depois do dia das crianças, que é  a penúltima data comercial do ano, já se fazem os preparativos para o Natal...quer dizer,  as vendas...e a gente se confunde nessa aceleração. Eu mesma já havia montado o presépio de Natal, mas sempre há tempo para aprender ou relembrar. Hoje, o primeiro domingo do Advento, é o dia correto para faze-lo, um exercício interno de esperar o tempo certo. Nessa primeira semana colocamos  no presépio pedra areia e terra (elemento terra) e acendemos a vela azul. Tudo isso aprendi na Associação Três Fontes aqui em Campinas.
Para simbolizar as quatro velas coloridas do advento, trocaremos o fundo colorido do blog  a cada domingo até o Natal e publicaremos uma História.
Os quatro anjos do Advento  (lenda russa)
Há muito tempo atrás os homens viviam no mundo, mas não sabiam construir casas, nem plantar e cuidar da terra. Viviam em cavernas onde era escuro, não tinham luz.
Deus, então chamou os Anjos para que trouxessem luz aos quatro cantos do mundo e avisassem os homens que o Filho de Deus viria.
O primeiro Anjo tinha asas azuis. Foi iluminar as cavernas e as grutas com um raio de luz que o sol lhe deu. Foi esse raio de luz de sol que ajudou os anões a fazerem pedras coloridas. Esse anjo trouxe a chuva e ela lavou as pedras, encheu os lagos, fez os rios correrem mais depressa.
O segundo Anjo tinha asas verdes. Saiu do céu bem cedinho, mas como voava devagar, chegou na terra ao entardecer. O raio de luz que esse Anjo trouxe deu cor e perfume às plantas. Ele também ensinou os homens a plantar e a deixar a terra bem fofinha para receber a semente.
O terceiro Anjo tinha as asas amarelas. Ele foi até perto do sol e o sol lhe deu um raio de sua luz para que ele trouxesse até a terra. Quando ele estava chegando, os animais viram aquela luz e ficaram admirados. O Anjo então explicou que iria nascer uma criança muito especial e que todos deveriam se preparar para recebê-La. Os pássaros fizeram músicas muito bonitas, as borboletas coloriram suas asas, os animais de pelo falaram uns com os outros sobre o acontecimento e o vento espalhou a notícia por todos os cantos.
O quarto Anjo tinha asas vermelhas. Ele queria tanto ajudar os homens que foi logo falar com

Deus , não esperou ser chamado. Deus tirou uma luz do seu trono e disse ao Anjo vermelho que colocasse essa luz no coração de cada homem, de cada mulher, de cada criança. Porque já estava bem perto o dia do nascimento de Jesus.


É por isso que até hoje acendemos 4 velas na coroa de Advento, para lembrar os quatro anjos que nos avisaram da chegada do filho de Deus.
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sábado, 22 de novembro de 2014

Biscoitos da Alegria, receita de Hildegard

Essa é uma receita de Hildegard de Bingen, uma grande mulher que viveu no século XII e tem me inspirado em suas múltiplas faces 

Nascida na Alemanha, 1098, da ordem beneditina, foi grande estudiosa e mística, curava as pessoas com uso de ervas medicinais, pedras preciosas, argiloterapia, musica e o resgate do contato com a natureza. Hoje é uma das doutoras e santas da igreja catolica, escreveu vários livros sobre medicina natural, teologia e  alimentação saudável.
 Ela também foi compositora musical, artista e grande articuladora. Para saber mais sugiro o filme Vision  ou  http://www.espiritualidadefeminina.com.br/hildegard-de-bingen/
Biscoitos da Alegria 

(indicado para memória, vitalidade e energia)

Ingredientes:
. 400 gramas de farinha de trigo espelta (esse trigo só  e encontrado na Europa e alguns países asiáticos, alias,  estou a procura de um importador)  pode ser substituído pelo farinha de trigo integral;
. 250 gramas de manteiga;

. 150 gramas de açúcar mascavo (diabéticos, usar açúcar adequado ou sem)
. 200 gramas de amêndoas (moídas ou triturada);
. 1 colher (sopa)de canela em pó;
. 1 colher (café) de noz moscada ralada;
. 1 colher (café) cravo (moído ou triturado);
. 1/4 de colher (café) de sal;
. Água, o suficiente para dar  consistência a massa.
(a receita original pede dois ovos, mas eu optei em não usar)
 Preparo:
Numa vasilha colocar a farinha de trigo integral, a manteiga derretida ou picada em pequenos pedaços, o açúcar, as amêndoas, as especiarias e os outros ingredientes.
Misturar bem, amassando rapidamente, deixar na geladeira por cerca de 30 minutos,  depois abrir  a massa e cortar nos formatos desejados. Levar ao forno em assadeira forrada com papel manteiga por cerca de 20 a 25 minutos a 180-200 graus.
uma de suas mandalas



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Decoração sustentável de Natal

Ilumine sua casa com essa ideia, reutilize embalagem de ovos e pisca pisca velho. Recorte o fundinhos das embalagens de ovos, passe cola com pincel e jogue glitter no interior delas. para manter a cor sugiro verniz spray para o acabamento. Fure e encaixe as luzinhas do pisca pisca

ou aquelas caixas de ovos azuis que tem um brilho


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Inicia um novo ciclo

mandalas da vida...na Avenida Carolina Florence - Campinas/SP


O  período da data das eleições do primeiro turno, dia 5 de outubro,  até  o segundo  turno dia 26,  foi de 21 dias, o tempo exato de um ciclo...dias intensos...foi por esses dias que fotografei de dentro do ônibus essa imagem, tomada de surpresa pela sua beleza,   que se tenha esperança!
SP


domingo, 19 de outubro de 2014

Poema preso

Pra soltar os poemas  presos indico o Salute Per Te, Espaço Terapêutico,   lugar  onde você encontra "saúde e beleza através de terapias que harmonizam corpo e mente: Acupuntura, Fisioterapia, Pilates, RPG, Ayurveda Terapias, Massagens diversas, Terapia Crânio Sacral, Yoga, Terapia Quântica, Thai Yoga Massagem, Estética Facial e Corpora, Dança... e ainda temos a lojinha Magia Natural... com produtos ayurvédicos "
Fica na  Rua Luzitana 1746 centro de  Campinas -  São Paulo.
Telefone019 3231-3218
E-mailcontato@saluteperte.com.br
Websitehttp://www.saluteperte.com.br


Esse é um post publieditorial, isto quer dizer que o blog recebeu pagamento em dinheiro, produtos  ou serviços por esta publicação. As publicações publieditoriais serão sempre de conteúdos com os quais o blog se identifica ou recomenda! 


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

13 de outubro: dia mundial do escritor

"Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca  as ideias." Pablo Neruda 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Está desanimado? ...

"Um discípulo diz: 'Eu estou muito desanimado, que devo fazer?'
E o Mestre responde:  'Encorajar os outros.' "   Provérbio ZEN
Então encorajo voces hoje a ficar mais próximos da  natureza como a Manola Hachiko, que adora flores!!



 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Expoflora 2014...algumas cenas para inspirar


Bom lugar para inspirar a cena "casa nada deve ser impossível de mudar"
 
 

Reaproveitamento de paletes e canos de pvc, de Cris Cecilio Paisagismo e Dap designer de interiores

Moldura de janela em espelho e bobinas do ' Sentimento Verde Paisagismo'


perdoe-me o artista dessa lindeza mas perdi a referencia, quem souber me de uma luz!

sniff esse também







quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Receita de pão de mel


As primeiras receitas que eu fazia de pão de mel levavam leite e ovos, testei sem esses dois ingredientes e ficou bem melhor. Sem o recheio de doce de leite pode ser considerado um pão de mel vegano, a alimentação vegana tem por  princípios não utilizar nada de origem animal, carne, peixes, laticínios, ovos e mel e outros

Calda:

02 xícaras de açúcar mascavo
02 xícaras e meia de água
01 colher de chá de café instantâneo (opcional)

Ingredientes secos:
03 xícaras de farinha de trigo branca
01 xícara e meia de farinha de trigo integral
01 colher de chá de cravo em pó
01 colher de chá de  canela em pó
01 colher de chá de cardamomo em pó (se possível moer na hora)
01 colher de chá de gengibre em pó
01 colher de chá de pimenta da Jamaica ou síria
01 colher de chá de noz moscada ralada na hora

Ingredientes umidificantes:
06 colheres de chá de óleo (pode ser de soja, girassol ou de coco) 
01 xícara de alimento glicosado ou melado de cana de açúcar

Atenção não use mel,  o mel não pode ser assado ou cozido, pois se torna tóxico. Você pode passar o mel  com um pincel culinário depois que ele for assado (opcional)
 
 01 colher de chá de bicarbonato de sódio.
(ah e não esqueçam do ingrediente secreto, quem quiser descobrir qual é,  é só assistir o filme: Kung FU Panda :) )

Modo de preparo:
Leve a agua com o açúcar mascavo ao fogo somente até levantar fervura,  se optar por colocar o café instantâneo, coloque depois que desligar o fogo. Mexa e deixe esfriar

Peneire todos os secos, junte a calda e bata na batedeira, logo depois acrescente o óleo e a glicose ou melado. Bata mais um pouco e por ultimo peneire sobre  a massa o bicarbonato. Bata rapidamente e coloque em forma retangular untada ou aquelas forminhas redondas próprias para pão de mel.

O tempo de forno pode variar entre 20 a 30 minutos,  faça o teste do palito.
Espere esfriar, corte ao meio, recheie e banhe com chocolate.
Os recheios podem ser de brigadeiro, doce de leite, doce de leite com nozes ou doce de leite com  geleia damasco.

 bon appétit !!