sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Cena casa, nada deve ser impossível de mudar

Achei esse texto do Leonardo Boff perfeito para essa cena, é  o que gostaria de dizer sobre o 'lar doce lar', e que esse cuidar da casa externa, representa o cuidar da sua  casa interna. A imagem ao lado é da porta de um quartinho que tem aqui no fundo do quintal, de primeira vista parece feia, velha, mas reparando bem ela tem sua beleza, então resolvi colocar alguma coisa charmosa pra todos e eu mesma tivesse essa certeza: que ela tem sua beleza e que nada deve ser impossível de mudar. Bom cuidado a todos!!
 "A sabedoria chinesa do cuidado: o Feng Shui
  Uma das vantagens da globalização que não é só econômico-financeira mas também cultural, é permitir-nos colher valores pouco desenvolvidos em nossa cultura ocidental. No caso, temos a ver com o Feng-Schui chinês. Literalmente significa vento (feng) e água (shui). O vento leva o Chi, a energia universal e a água o retem. Personalizado significa “o mestre das receitas”: o sábio que, a partir de sua observação  da natureza e da fina sintonia com o Chi indicava  o rumo dos ventos e o veios d’água e assim como bem montar a moradia. 
 Beatriz Bartoly,  em sua brilhante tese em filosofia na UERJ, da qual fui orientador, escreve: “o Feng Shui nos remete para uma forma de zelo  carinhoso” – nós diríamos cuidadoso e terno – “com o banal de nossa existência, que no Ocidente, por longo tempo, tem sido desprestigiado e menosprezado: cuidar das plantas, dos animais, arrumar a casa, cuidar da limpeza, da manutenção dos aposentos, preparar os alimentos, ornamentar o cotidiano com a prosaica, e, ao mesmo tempo, mejestosa beleza da natureza. Porém mais do que as construções e as obras humanas é a sua conduta e a sua ação que é alvo maior desta filosofia de vida,  pois mais do que os resultados, o Feng-Shui visa o processo. É o exercício de embelezamento que importa, mais do que o belo cenário que se quer construir.  O valor está na ação e não no seu efeito, na conduta e não na obra." ...  

"Quando tiver criado essa ecologia interior, está capacitado para organizar, com sucesso, sua ecologia exterior...

 Quando o Chi emerge num determinado lugar, surge uma paisagem aprazível com brisas suaves e águas cristalinas, montanhas sinuosas e vales verdejantes.  É um convite para o ser humano instalar ai  sua morada. Ou encontra um apartamento no qual se sente “em casa”. 
 Se o ser humano quiser ser feliz deve desenvolver a topofilia, o amor ao lugar onde mora e onde constrói sua casa e seu jardim ou mobilia seu apartamento. O Fen Shui é a arte e  técnica de bem construir a casa, o jardim e decorar o apartamento com sentido de harmonia e beleza.

         Face ao desmantelamento  do cuidado e à grave crise ecológica atual, a milenar sabedoria  do Feng-Shui nos ajuda a refazer a aliança de simpatia e de amor para com a natureza. Essa conduta  reconstrói a morada humana (que os gregos chamavam de ethos), assentada sobre o cuidado e a suas múltiplas ressonâncias como a ternura, a carícia e a cordialidade"

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Quem sabe o nome dessas ervas daninhas ?

Dizem elas são indesejadas, mas prefiro: indicadoras... de algum nutriente que está faltando na terra...
um bom motivo pra  treinar a aceitação :)
Quem conhece essas?
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08 erva Doninha :)


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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Receita anti mimimi

Dispensa qualquer comentário a criatividade dessas duas...na eminencia de qualquer "mimimi" é só testar a receita. Se precisarem de ajudar aqui em casa tem enxada, luvas, ancinho... e bastante erva daninha.
Com vocês Tatiana Rocha (texto) e Ana Roxo (ilustração).
"Significado de mimimi no Dicionário inFormal online de Português: Reclamação, chororô."
"entendeu ou quer que eu desenhe?" https://www.facebook.com/minilivrinho
 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Miss imperfeita - Martha Medeiros

 MISS IMPERFEITA  
"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.

Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga.

Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que se lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir dessa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante".

(por Martha Medeiros)

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Visualizando uma declaração de amor a terra

Há pouco tempo me dei conta que eu tenho mania de ver figuras em algumas coisas: sombras, chão, arvores, mapas, nuvens, na lua e até  em chantilly. Aí me lembrei de quando era adolescente na sala de aula sentava numa das primeiras carteiras e vi um rosto feminino de perfil no chão, o desenhei...fiquei tão fascinada com aquilo que resolvi colocar o desenho como capa de um singelo livro poesia que consegui publicar quando eu tinha 18 anos. Segue a imagem da capa do livro e quem sabe um dia possa publicar alguma coisa que escrevia naquela época e contar melhor essa historia...
Mas tudo isso é pra dizer um pouco mais sobre a minha intuição de que devia plantar e plantar naquele gramado da casa nova. Peguei a enxada e lá fui arrancar uma parte dele. Difícil é arrancar grama velha, é uma trama tão profunda na terra  que parece que até fica impermeável a água. Num momento me parecia  que se formava o desenho de um coração, decidi melhorá-lo pra ser um coração mesmo e plantar ali flores, uma que nasce bem rápido e tenho quase quilos dela, cravo da Índia ou tagetes. E essa é minha declaração de amor a terra!! Vejam!!
 
 




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Inspiração para plantar

Em outubro do ano passado o Sesc Campinas fez uma programação especial dedicada a alimentação. Uma que participei foi muito especial e me inspirou ainda mais a plantar. A atividade era o relato das experiências da Associação de Agricultores Familiares, a Família Orgânica. Descobri tanta coisa nova...uma era que eu  não precisava mais  brigar com o formigueiro que apareceu na horta e a outra era não ficar com tanta raiva das ervas daninhas que cresciam feito loucas no quintal. Eram aliados na melhora da terra. As formigas sao parceiras e drenam a terra. As ervas daninhas nascem para repor algum nutriente que esta faltando..
E pra completar a felicidade de ter participado desta atividade ainda fui a sortuda que ganhou uma cesta de alimentos orgânicos, tive que arrumar uma carona pra me ajudar a levar pra casa e dividimos o presente. Abaixo tem alguns registros das belezuras.